Mostrando postagens com marcador Descent: Journeys In The Dark. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Descent: Journeys In The Dark. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de junho de 2011

1º PROTOCON – Relato do Evento RPGísta e FOTOS – Parte 1

Olá jogadores e Mestres de RPG.

Nos dias 28 e 29 de maio de 2011 a cidade de Fortaleza/CE ganhou mais um evento voltado para o público RPGísta e nerd, o PROTOCON. O PROTOCON foi um evento organizado pelo grupo Projeto Proteus e ocorreu no Pirata Bar, local conhecido pelos RPGísta fortalezenses por sediar o Pirata RPG. Eu expliquei com maiores detalhes o PROTOCON nesta postagem.

Eu, como gosto de estar sempre presente nesses tipos de eventos não pude deixar de conferir a primeira edição do evento. Resolvi participar nos dois dias em que ele ocorreria, no sábado e no domingo. Vou descrever aqui no blog como foi minha experiência lá. Mas para que não fique muito grande, vou dividir a postagem e duas, uma para o sábado e outra para o domingo.

==== SÁBADO ====

Bom, sábado eu já estava animado para ir ao 1º PROTOCON, depois de uma noite ótima na calourada de história da UFC com a namorada. Parti logo cedo pela manhã, minha viagem até o local do evento, o Pirata Bar, iria levar cerca de1 hora então queria chegar logo.

Muito antes do evento começar, tive milhares de idéias de coisas que eu poderia organizar para participar efetivamente do evento. Como eu estava jogando muitos board games nos eventos de RPG anteriores eu queria dessa vez participar com RPG em vez de board games, afinal era um evento de RPG. Primeiro tentei organizar o Desafio do Medonho, uma idéia que tive utilizando o D&D 4E onde um grupo de aventureiros iria tentar vencer um encontro muito difícil criado por mim, mas por falta de personagens prontos para distribuir tive que deixar pra próxima. Depois pensei em narrar o bom e velho AD&D, depois desisti e pensei em narrar Mutantes e Malfeitores, desisti e resolvi narrar mesmo D&D 4E, mas acabei desistindo e resolvi levar board games  mesmo.

Estou começando a achar que não estou ultimamente muito a fim de organizar mesas de RPG para jogar apenas numa tarde, sou mais adepto de campanhas contínuas. Felizmente os board games conseguem ser ótimos substitutos.

Para o sábado em questão, resolvi levar o meu querido Descent: Journeys in the Dark, que já cheguei a fazer uma resenha dele aqui no blog. Apenas ele, pois ele proporciona horas de diversão e poderia durar de boa a tarde toda.

Chegando no evento, havia poucas pessoas no local, normal para o horário da manhã. As pessoas presentes em sua maioria eram de um fã clube de Harry Potter e que também marcariam presença no PROTOCON. Logo procurei pelo Levi, o organizador principal do PROTOCON, diretor do Projeto Proteus e também amigo pessoal, mas ele não se encontrara ainda, pelo fiquei sabendo, ele estava dando aula e só viria pela tarde.

Quem se encontrava no local como organizador era o Tiago, velho conhecido meu desde o tempo em que eu narrava na Gibiteca os D&D Encounters. Não havia mesas de RPG, cards e board games ainda, na verdade estavam todos reunidos aguardando o início da palestra com o João Bosco, desenhista de quadrinhos que já trabalhou para a DC, Marvel, além de outras empresas como a Wizards of the Coast e a Fantasy Flight Games. A palestra foi bem proveitosa, interessante, informativa e que não se caiu ao marasmo, o João Bosco levou alguns de seus trabalhos para que possamos ver e respondeu a perguntas do público.

As perguntas foram bem diversas, sobre diversos temas envolvendo o trabalho do cara, desde quadrinhos, filmes, storyboards até  outros trabalhos semelhantes como modelagem 3D e pasmem! Erros de continuidade dos filmes de Harry Potter, hehehe.

Outro fato que me chamou atenção nessa palestra foi a administração do organizador Tiago, que soube muito bem conduzi-la. Ele fez diversas perguntas interessantes ao João Bosco, buscava sempre voltar ao tema e ao foco da palestra quando o assunto começava a voar para outros. Meus parabéns também.

Durante a palestra também, foram chegando mais pessoas, algumas delas do grupo Macod que foi o primeiro grupo a divulgar o RPG em forma de eventos aqui em Fortaleza, e assim, após a palestra que as primeiras mesas foram se formando, na qual acredito, mas posso estar enganado, que todas elas foram de Vampiro.

Fui o único representante dos board games do sábado, então logo montei minha mesa de Descent e tratei de catar logo alguns jogadores, jogamos com 4 jogadores apenas (o jogo comporta até 5 jogadores), ficamos eu como o Overlord, e os jogadores foram o Erivas, que foi ao evento para narrar D&D 4E mas seu grupo não compareceu, o Tiago, organizador do evento e mais uma pessoa que não me vem a memória agora (foi mal cara :-D).

Foi uma das partidas mais rápidas de Descent que já joguei, acredito que durou apenas 1 hora (em Descent, o normal é passar umas 5 horas), com a minha vitória e derrota pros jogadores. Acredito que eu tenha escolhido uma missão um pouco foda para iniciantes. Havia uns monstros muito fortes logo no início. Ou não, já que eles resolveram se separar pela masmorra e isso em Descent é extremamente MORTAL, hehehe.

Já era umas 3 horas da tarde quando terminamos de jogar, não daria para começar outra partida pois o jogo exige tempo demais. Até aquele horário não havia muitas pessoas no evento, e algumas já tinham saído. No primeiro dia realmente o público foi bastante fraco mas tínhamos certeza que no domingo o público seria bem maior (e foi).

Quando terminei de arrumar o Descent na caixa (que agora demora muito, pois resolvi colocar todas as 3 expansões nela e a tampa quase não fechava) já era umas 3 e meia. Minha intenção era ficar lá até o final, mas desanimei pois haviam já poucas pessoas, além disso até seria bom, pois a noite haveria show do Matanza lá na praia, então eu poderia voltar pra casa e me preparar adequadamente.

Pois é, e foi assim meu sábado no 1º PROTOCON. Eu gostei, mas reconheci que houveram algumas falhas de organização e de divulgação (essa última não vi quase nenhuma). Muitas das atrações e apoiadores divulgados no cartaz não aconteceram ou compareceram. Mas acredito com certeza que tais falhas serão resolvidas para o próximo evento no próximo ano.

Ainda esta semana voltarei para descrever como foi o dia 29 (domingo) do PROTOCON, que aliás foi bem melhor.

Até a próxima pessoal. Fiquem agora com algumas fotos do sábado.

Momentos antes da palestra com o João Bosco

Primeiros a chegarem no evento

Pessoal do fã clube de Harry Potter devidamente caracterizados

Cosplay mirim de Harry Potter

Algumas das obras do João Bosco

Mestre Erivas conferindo algumas ilustrações do João Bosco

Tiago, organizador do PROTOCON

Palestra com o João Bosco

Uma das diverssas mesas de Vampiro que marcaram o sábado

Malkavian!

Mais uma mesa de Vampiro

Tiago conversando com algumas pessoas que vieram conferir o evento

Outra mesa de Vampiro

Preparando a minha mesa de Descent: Jouneys in the Dark

Momento de tensão na partida de Descent, os heróis começam a ficar cercados de monstros

Finalmente chega o Levi, diretor do Projeto Proteus que organizou o PROTOCON

Pessoal do Fã clube de Harry Potter conversando
RPG.Blogs


segunda-feira, 4 de abril de 2011

(Board Game) Descent: Journeys In The Dark - Resenha


Olá Mestres e jogad…

Opa pera lá! o assunto de hoje não envolve RPG, lembra, mas não envolve. Hoje vamos falar de board games ou popularmente conhecidos como jogos de tabuleiro. Na verdade, vim falar para vocês de um em particular, o Descent Journeys In The Dark. Que aposto que agradará muitos amantes de RPGs.

O Descent: Journeys In The Dark é um board game criado por Kevin Wilson e lançado pela Fantasy Flight Games em 2005, o jogo chama a atenção pela qualidade do produto, e logo adquiriu fãs por todo o mundo. Descent: Journeys In The Dark é um jogo de exploração de masmorras, ele é ambientado em um mundo de fantasia medieval e os jogadores assumem o papel dos heróis que irão explorar tais masmorras a fim de cumprir um objetivo, bastante semelhante ao RPG Dungeons & Dragons, a diferença é que um desses jogadores assume o papel do Overlord, que tem como objetivo jogar contra os heróis e impedir que eles cumpram o objetivo da aventura.

Descent: Journeys In The Dark pode ser jogado por até 5 jogadores, sendo 4 heróis e 1 Overlord, mas acredito que com alguns ajustes caseiros ele pode ser facilmente jogado por 6 ou mais pessoas. Se ele for jogado por 2 pessoas, uma delas assume o papel de Overlord e a outra joga com 2 personagens.

No inicio do jogo, cada jogador escolhe aleatoriamente um dos 20 heróis disponíveis (mas se o Overlord permitir, eles podem escolher o herói que desejarem), os 20 heróis estão divididos em 3 categorias, combatentes, furtivos e magos, e cada um dos 20 possui habilidades próprias. Após escolhido os personagens, eles procuram pela miniatura correspondente ao seu herói (cada miniatura é igual ao desenho do herói que aparece em sua ficha) e podem literalmente comprar armas, armaduras e runas disponíveis no deck do mercado da cidade (cada jogador recebe no inicio do jogo 300 moedas para gastar, tais moedas são representadas por tokens, existem tokens de 25, 100 e 500).

Enquanto isso, o Overlord escolhe uma das 9 aventuras disponíveis no jogo e monta a masmorra correspondente da aventura na mesa, mas apenas o mapa, ele ainda não coloca os monstros, armadilhas e obstáculos, ele só os faz, quando os jogadores vão explorando cada área (uma aventura tem cerca de 4 a 5 áreas). As salas e corredores da masmorra, são “tiles”, peças semelhantes a quebra cabeças que se encaixam no formato que você desejar. Assim, você também poderia criar suas próprias aventuras para jogar com seus amigos.

O jogo propriamente dito, funciona bastante semelhante a um RPG, cada jogador realiza em seu turno decide o que seu herói vai fazer: atacar e andar, andar e atacar, andar duas vezes, atacar duas vezes e outras coisas, os heróis se movimentam por quadrados, como em D&D. Os jogadores podem agir na ordem que quiser, e essa ordem pode mudar a cada rodada, dependendo da estratégia. Após todos os jogadores terem agido, será vez do Overlord agir. O Overlord possui seu próprio deck de cartas na qual ele puxa duas a cada turno, nessas cartas possui coisas que o Overlord pode realizar contra os heróis: invocar monstros, colocar armadilhas, jogar maldições, aumentar o poder dos monstros, aumentar seu próprio poder, entre outras coisas. Além disso, em seu turno, o Overlord controla todos os monstros que apareceram no tabuleiro.

E assim o jogo vai caminhando até que os heróis cheguem na última sala do tabuleiro onde geralmente está o objetivo da aventura e o cumpram ou até que o Overlord triunfe sobre os outros jogadores. Matando-os tantas vezes até que eles não possam ser mais ressuscitados.

Se você conhece um antigo board game lançado do Brasil pela Estrela chamado Hero Quest, achará a mecânica de Descent: Journeys In The Dark bastante parecida com a desse jogo, de fato, o Descent: Journeys In The Dark foi assumidamente baseado em Hero Quest pelo criador do jogo.

Os combates também merecem um destaque em especial pelos dados utilizados no jogo, Descent: Journeys In The Dark possui seus próprios dados que não são como os dados convencionais, os dados são divididos por cores: azul, verde, amarelo, branco, vermelho e preto. Cada arma mostra os dados que deverão ser jogados quando o herói ataca usando aquela arma, então, por exemplo, ao atacar com um arco, o jogador deve jogar um dado branco e um amarelo. Em uma única rolagem dos dados, eles mostrarão o número de quadrados que a flecha atravessará e o dano causado pelo ataque. Alguns dados possuem em uma de suas faces um “X”, se um “X” for jogado o ataque erra.

Descent: Journeys In The Dark, é um jogo envolvente onde a ação está sempre acontecendo, a cada movimento, a cada turno e a cada rodada pode acontecer algo contra os heróis e os jogadores deverão contar não apenas com a sorte dos dados mas também devem bolar estratégias para que o Overlord não triunfe. Além disso, o visual do jogo é espetacular, deste os tokens (fichas) do jogo até as miniaturas dos heróis e dos monstros que são incrivelmente bem detalhadas (a dos dragões estão espetaculares!), a mesa é bonita de se ver ao longe. Os fãs de Dungeons & Dragons irão adorar o Descent: Journeys In The Dark tanto pela sua mecânica quanto pelas miniaturas e pelo seu visual. Falando nisso, tanto os mapas quanto as miniaturas estão na mesma escalas das miniaturas oficiais da Wizards, então você poderia muito bem aproveitá-los em sua aventura de D&D.

Agora vamos aos pontos fracos do jogo. O Descent: Journeys In The Dark é um board game pesado (literalmente pesado, sua caixa é gigantesca), ou seja, ele demora para ser preparado, as suas regras, apesar de simples e fáceis, demoram para serem explicadas e assimiladas pelos jogadores (demora-se um pouco para pegar a manha das regras), o jogo possui muitos tokens e outras peças mas não possui nada para guardá-las, tendo que ficar espalhadas pela caixa, ficando assim muito fácil de perdê-las e/ou não achar o token apropriado para algo que ocorreu durante a partida (eu tive que comprar no supermercado uns depósitos pequenos de comida para guardar e separar os tokens). Além disso, uma partida se estende por horas a fio. É bastante comum, por exemplo, que uma partida dure cerca de 5 ou 6 horas. Não é um jogo que você simplesmente tira da caixa e começa a jogar imediatamente, é preciso combinar com uns amigos um horário (e local) na qual todos estejam dispostos a jogar até o final. Uma mesa grande também é aconselhada para se jogar.

Em meu caso em particular tenho outro probleminha com o Descent: Journeys In The Dark, ele pode ser jogado por apenas 5 jogadores, e um deles deve ser o Overlord (que sempre fui eu), ou seja, apenas 4 jogadores. Aqui entre meus amigos, todos amamos jogar Descent: Journeys In The Dark, o problemas é que é muita gente querendo jogar e poucas vagas. Mas como eu disse antes, notamos que o jogo poderia funcionar normalmente com mais jogadores, sendo necessário apenas alguns ajustes nas regras dos monstros, mas são ajustes que deveriam ser estudados um pouco.

Eu também não poderia encerrar esta resenha sem falar das expansões (sim, no plural) do Descent: Journeys In The Dark, as expansões são um show a parte também, o Descent: Journeys In The Dark tem nada mais nada menos do que CINCO expansões, são elas na ordem: Well of Darknes, Altar of Despair, Road to Legend, Tomb of Ice e a Sea of Blood.

As expansões Well of Darkness, Altar of Despair e a Tomb of Ice são expansões tradicionais que adicionam elementos ao Descent: Journeys In The Dark, ou seja: mais monstros, mais heróis, mais tokens de ambiente, novas armadilhas, novas missões, mais miniaturas, mais cartas para os decks e regras adicionais.

Porém as expansões: Road to Legend e a Sea of Blood revolucionam totalmente o jogo, pois elas apresentam regras para CAMPANHA. Explicando: Numa partida normal de Descent: Journeys In The Dark, os heróis devem apenas tentar chegar até a última sala da masmorra para cumprir um objetivo da aventura, derrotando monstros em seu caminho e tentando resistir aos desafios que o Overlord colocava no meio da partida. Porém essas duas expansões abrem a possibilidade dos heróis explorar o mundo de Descent: Journeys In The Dark indo de calabouço para calabouço cumprindo missões e acumulando tesouros em todos eles, tendo a possibilidade de ter encontros aleatórios de um calabouço para outro no meio da estrada e crescerem de poder ao acumular pontos de experiência, derrotando monstros cada vez mais ameaçadores, como um RPG de verdade. Desse modo, é necessário diversas semanas para finalizar toda a campanha. Além disso, o Overlord agora pode lutar pessoalmente contra os heróis na forma de um avatar e tentar impedi-los de alcançar a vitória.

A expansão Sea of Blood também apresenta uma campanha diferente da apresentada em Road of Legend porém agora os heróis explorarão os mares e ilhas do mundo de Descent: Journeys In The Dark, além disso essa expansão apresenta regras para combate em alto mar dentro de navios.

Eu acredito que todo fã de Dungeons & Dragons irá adorar jogar Descent: Journeys In The Dark. O jogo simula muito um RPG na forma de board game, além de conter um visual arrasador típico dos produtos da Fantasy Flight Games. As expansões ainda aumentam as possibilidades de opções e diversão.

Se quizerem sabe mais sobre o Descent: Journeys In The Dark, você pode visitar os seguintes links:

- Site oficial de Descent: Journeys In The Dark

- Descent: Journeys In The Dark no Board Game Geek

- Descent: Journeys In The Dark no site Ilha do Tabuleiro

- Descent: Journeys In The Dark no Winkpédia

E por enquanto pessoal, isso é só. Se você gostou desta resenha então confiram também minha resenha sobre outro board game, o Castle Ravenloft.

Confiram agora algumas fotos do jogo Descent: Journeys In The Dark que bati durante algumas partidas em que joguei:

Até a próxima pessoal.


RPG.Blogs