quinta-feira, 20 de agosto de 2009

(D&D 4) Diário de Campanha – Crônicas de Forgotten Realms - 1a Aventura - Em Busca do Garoto Perdido - 1a Sessão


INTRODUÇÃO


OS PERSONAGENS


- Herrfar Sede de Sangue, Meio Orc Bárbaro (Fúria Sanguinolenta) – controlado pelo jogador Delmiro

- Aukan Peito de Aço, Goliath Guerreiro (Guerreiro Guardião) – controlado pelo jogador Rafael

- Balanar Escamas de Platina, Draconato Bardo (Bardo valoroso) – controlado pelo jogador Maromba

- Storm Sussurro da Tempestade, Feral Druida (Druida Guardião) – controlado pelo jogador Pit

- Ryltar, Drow Feiticeiro (Feiticeiro da Tempestade) – controlado pelo jogador Ramon


PRÓLOGO


Nossa campanha Crônicas de Forgotten Realms inicia-se no ano de 1479 CV no dia 7 no mês de Eleasias. Às 2 da tarde desse dia, o draconato Balanar Escamas de Platina, um jovem aspirante à bardo encontra-se sentado às margens do Rio Sulduskoon escrevendo mais um de suas poesias quando o mesmo é atrapalhado com uma pedrada na cabeça.


Ao virar-se para ver quem era o autor do feito, o draconato bardo encontra os irmãos draconatos Borak e Bozak rindo do que acabaram de fazer. Os dois eram mal encarados e briguentos, tinham poucos amigos e esses poucos eram imprestáveis como eles, esses dois irmão não são um bom exemplo de honra entre os draconatos, ambos eram comerciantes de mercadorias suspeitas e assim como o jovem Balanar, viviam no Enclave Draconato, um pequeno vilarejo de draconatos residentes que vieram do distante continente de Abeir.


Os imprestáveis irmãos draconatos disseram que o ancião do vilarejo, o velho Aurak, pediu para que eles avisassem a Balanar, caso o vissem, que ele deveria ir vê-lo. Após entregar a mensagem, os irmãos sobem em sua gigantesca carroça de mercadorias e partem, deixando um estranho rastro de areia que caía de sua carroça pela estrada, provavelmente alguma mercadoria furtada ou parecido.


O draconato bardo Balanar então segue de volta para o tranqüilo Enclave Draconato a fim de se encontrar com o ancião Aurak. Minutos depois o jovem bardo bate à porta do ancião e é recepcionado por sua velha esposa, a mesma pede para que o draconato bardo se sente e aguarde. Dentro da humilde casa de Aurak o draconato bardo não é o único que está aguardando, pois lá encontra-se também o jovem meio-orc bárbaro Herrfar Sede de Sangue, desfrutando-se de um javali assado e engolindo-o sem mastigar antes. Tanto o draconato bardo Balanar quanto o meio-orc bárbaro Herrfar eram nativos do continente de Abeir e vieram para Faerûn em busca de novas experiências de vida e de aventuras, durante a longa viagem se conheceram e se tornaram grandes amigos.


Nota do Mestre: Com eu sabia que nessa nossa primeira aventura eu teria o dever de reunir o grupo (com membros de raças bastante diferente do padrão, hehehe), eu resolvi já deixar claro para os jogadores que alguns deles já iriam se conhecer antes da aventura, tanto para facilitar essa minha tarefa quanto para diminui o tempo que gastaríamos nesse início, uma vez que teríamos um pouco de conversa e interpretação nesse início de campanha.


Após alguns minutos, o velho draconato Aurak aparece na sala e cumprimenta os dois jovens. Após um curto diálogo de apresentações Aurak revela o que ele deseja dos dois futuros heróis. Aurak revela que um velho amigo seu lhe enviou uma carta onde diz que ele necessita de uma ajuda urgente, porém é necessário de pessoas audazes o bastante para encarar possíveis perigos mortais, uma boa recompensa material seria dada em troca, na carta, ele pergunta se no Enclave ele poderia encontrar pessoas voluntárias para esse serviço.


Aurak pergunta então à Balanar, o draconato bardo, se ele estaria disposto a fazer esse favor para seu velho amigo, e para sua felicidade o bardo Balanar afirma que faria o possível. Aurak então aconselha que levasse consigo o jovem meio orc bárbaro Herrfar, pois seus músculos e seu espírito selvagem poderiam vir a ser úteis, além do que, a vida em um vilarejo pacato e simples de draconatos não combinava com o espírito de liberdade do jovem bárbaro.


Por fim, o velho Aurak explica que poderão encontrar seu amigo Hans Silverhands em outro vilarejo à 8 horas de viagem do Enclave Draconato, um vilarejo chamado Folha Seca, próximo às Montanhas do Pináculo Estelar. Agora com uma oportunidade de conhecer o mundo, não demora muito para que Banalar, o draconato bardo, e Herrfar, o meio-orc bárbaro, preparem suas coisas (principalmente Balanar) e estejam partindo do Enclave Draconato.


O VILAREJO DE FOLHA SECA


Durante sua viagem pacata, o draconato bardo e o meio-orc bárbaro tiveram que acampar para não terem que viajar pela noite, e logo de manhãzinha do dia seguinte estavam quase alcançando o vilarejo de Folha Seca.


De acordo com o mapa entregue por Aurak, faltaria apenas subir o último morro para poder avistar o vilarejo de Folha Seca, e lá estava ele na paisagem. O vilarejo parecia ser bastante humilde, do outro lado podia-se observar as enormes fazendas possuídas por alguns dos habitantes, e mais além as enormes Montanhas do Pináculo Estelar, naquela manhã tudo parecia calmo, algumas pessoas já estavam caminhando fazendo seus afazeres, algumas casas já soltavam fumaças pelas suas chaminés e o cheiro do pão assado podia chegar nas narinas dos dois viajantes que observavam o vilarejo ao longe.



Tendo que encontrar o tal homem chamado Hans Silverhands os heróis resolvem perguntar por essa informação a um lenhador que encontrava-se na estrada carregando alguns galhos pelo ombros. Ao se aproximarem, constataram que aquele sujeito não era um homem comum, aliás, ele nem era humano. A enorme figura de 2,20 m de altura era careca e possuía a pele acinzentada com pequenas manchas verdes sobre ela, se tratava de Aukan Peito de Aço, um goliath guerreiro (porém os personagens não se apresentaram nesse encontro).


O draconato bardo pergunta ao enorme goliath onde ele poderia encontrar por Hans Silverhands, ele estava necessitando de ajuda imediata e eles vieram até aqui para ajudá-lo. O goliath não estava há muito tempo em Folha Seca porém ele conhecera um velho homem chamado Hans Silverhands, ele indica ao draconato bardo e ao meio-orc bárbaro onde podem encontrá-lo. Agradecidos a dupla se despede e tantos eles quanto o goliath seguem seus caminhos.


As orientações do goliath os levam para a residência do tal Hans sem muitas dificuldades e não demora muito para achá-la, uma vez que ela é bastante peculiar. Ao que parece, a casa fora construída sobre uma grande árvore, dando a entender que ela e a árvore estão mescladas uma à outra, provavelmente foi arquitetada por um elfo ou eladrin. Um pequeno mas belo jardim enfeita as laterais. Ao baterem à porta os viajantes são atendidos por um jovem de feições selvagens em seu corpo, eis que eles conhecem Storm Sussurro da Tempestade, um feral.


Nota do Mestre: Diferente das outras vezes em que narrei, decidi introduzir logo os personagens uns aos outros antes de fazê-los se juntar como um grupo, a conversa com o goliath guerreiro permitiu que eles estivessem mais afinidade na hora de se encontrarem e se unirem por completo. Já o feral druida foi logo introduzido por fazer parte da história da aventura.


O draconato bardo pergunta ao feral se ele era Hans Silverhands, o feral diz que não pois se chamava Storm Sussurro da Tempestade, porém esta era a casa de Hans e que iria chamá-lo. Porém não foi necessário que o jovem feral druida o chamasse pois o Hans já se encontrava ao seu lado dizendo que podia deixar os visitantes entrarem pois estava à sua espera. Ao entrarem constataram que Hans Silverhands se tratava de um humano bastante velho, seus longos cabelos brancos e sua imensa barba branca o deixava com um aspecto de um mago bastante sábio. Porém o velho Hans tinha uma peculiaridade, ele era cego, porém não um cego comum, pois Hans simplesmente não tinha olhos, era como se eles nunca tivessem nascidos.


A MISSÃO


Passada suas apresentações formais, o velho Hans explica ao draconato bardo, ao meio-orc bárbaro e ao feral druida do por que ele os havia chamado até aqui. Hans Silverhands começa explicando que há quatro dias havia sido seu aniversário e que um velho conhecido chamado Arundel, um velho druida que habita a Floresta Wealdath havia lhe enviado um presente pelas mãos de um jovem de 14 anos chamado Artur. Este jovem era um aprendiz de Arundel assim como o feral druida Storm, que estava aqui presente, também havia sido aprendiz do mesmo Arundel.


Porém o garoto Artur ainda não havia voltado para casa, e Arundel acredita que algo pode ter acontecido com ele na floresta. Por isso, Arundel enviou seu antigo aprendiz, o feral druida Storm Sussurro da Tempestade para dar as más notícias para Hans e juntos tentarem solucionar o problema do desaparecimento.


Hans Silverhands acredita que seria melhor um grupo de busca ir atrás do garoto, porém se Floresta Wealdath é perigosa o bastante para um druida então nenhum dos aldeões deveria ir procurá-lo, mas sim um grupo de jovens aventureiros ousados o bastante para enfrentar tal floresta. Porém o vilarejo de Folha Seca é escassa de aventureiros e por isso ele enviou uma carta para um outro conhecido, o velho draconato Aurak para perguntá-lo se ele poderia enviar alguns jovens heróis, e quem respondeu ao chamado foram justamente o draconato bardo Balanar Escamas de Platina e o meio-orc bárbaro Herrfar Sede de Sangue. O velho Hans Silverhands explica aos dois que deveriam acompanhar o feral druida Storm já que este conhecia mais a Floresta Wealdath e o jovem Artur.


Os aventureiros então aceitam a proposta de irem busca do garoto perdido. Após mais um pequeno tempo de conversa, Hans explica aos aventureiros que há dois dias havia chegado em Folha Seca dois homens que desceram Montanhas do Pináculo Estelar e se instalaram na taverna local, pelo o que o velho Hans soube quando conversou com eles era que estavam atrás de trabalho. Hans afirmou para eles que em breve arranjaria uma grande missão para eles resolverem. Para encerrar, Hans Silverhands explica aos aventureiros que antes de partir seria bom contatar esses dois homens, pois poderiam ser úteis contra os perigos da Floresta Wealdath. Ele também diz que por resgatarem o garoto iria oferecer uma grande quantia de 500 peças de ouro, 100 para cada um deles. Como forma de agradecimento.


Após deixarem a casa do velho Hans os três heróis decidem não perder muito tempo e logo partem para a taverna local a fim de encontrar aqueles dois homens citados por Hans. Ao chegarem notam que a taverna no momento possui apenas dois clientes, o enorme goliath guerreiro Aukan Peito de Aço e ao seu lado um elfo de pele escura (na verdade um drow) sentado no canto mais escuro do estabelecimento olhando com desconfiança seu copo de vinho ainda cheio, este último trata-se de Ryltar, um drow feiticeiro nativo do Subterrâneo na qual conheceu o goliath guerreiro Aukan na descida das Montanhas do Pináculo Estelar.


Por já terem conhecido o goliath Aukan se dirigem a ele perguntando se eles seriam aqueles mencionados por Hans Silverhands e logo o goliath guerreiro confirma. Então o draconato bardo começa a explicar ao goliath e ao drow aquilo que lhes foi proposto e pergunta se gostariam de se juntar a eles nessa busca, o que é de imediato aceito pela dupla apesar das teorias de conspirações que passam pela cabeça do drow citadas por ele.


Não demora muito para que o grupo dos cinco aventureiros partam de Folha Seca em direção à Floresta Wealdath guiados pelo feral druida Storm Sussuro da Tempestade.


A FLORESTA WEALDATH


Após algumas horas de caminhada o grupo finalmente chegar às margens da imensa floresta, em pouco tempo se encontram cercados por enormes árvores que chegam a cobrir quase todo o céu acima. Apesar do clima calmo, os aventureiros se mantém em alerta para qualquer perigo que a floresta possa residir.



Pouco a pouco as árvores vão se tornando mais próximas umas às outras e curvas, o chão começa a ficar lamacento e um cheiro desagradável começa a surgir, pouco a pouco a floresta vai se transformando em um nojento pântano lamacento. Apesar do céu ainda estar claro, a copa das árvores quase chegam a impedir que o sol ilumine o solo logo abaixo, o barulho de insetos, grilos e de sapos são freqüentes nesta parte da floresta.


No momento em que o grupo atravessa um rio de lama utilizando um grande galho de árvore como ponte eles ouvem algo se mechando na lama abaixo deles, rapidamente eles ficam atentos a qualquer coisa que venha a surgir, empunham cada vez mais forte suas armas. Porém esse cuidado não é o bastante e de repente o draconato bardo é puxado e engolido pela lama por algo ainda desconhecido.


1º ENCONTRO (Encontro de Nível 1 – 500 XP)

4 sapos gigantes controladores de nível 1

1 stirge espreitador de nível 1


De repente, a ameaça aparece, na verdade é notada, camuflado pela lama encontra-se um sapo de proporções gigantescas, tão grande quando dois bois, na boca da criatura pode-se observar a mão do draconato para fora indicando que o mesmo foi engolido. Porém, com um pouco mais de atenção, os aventureiros percebem que aquele não é o único sapo no rio, outros 3 estão em sua companhia cercando-os, e se não agirem rápido virarão comida de sapo.



Nota do Mestre: Os sapos gigantes são monstros que aparecem na aventura The Village of Hommlett, porém lá eles são de nível 3, aqui tive que reduzi-los para o 1º nível para se encaixar com o nível dos personagens, não os achei interessante de início quando os vi naquela aventura, porém ao ouvir um podcast no blog Vozes da Terceira Terra onde seria um grupo jogando esta aventura justamente no combate contra os sapos, vi que eles tornariam um combate interessante e divertido, então quis experimentar (além de que, esses sapos se encaixariam direito com a história da aventura.



O combate foi um pouco assustador para os personagens, pois eles podiam se ver a qualquer momento engolidos pelos sapos gigantes, já estes se empenhavam em capturar suas futuras refeições a qualquer custo, o draconato bardo sempre que conseguia escapar da imensa boca, logo era capturado novamente, seja pelo mesmo sapo ou por outro. Enquanto isso, o goliath guerreiro e o meio-orc bárbaro tentavam derrubar os sapos o mais rápido possível.


Deixando a ponte de árvore e voltando para terra firme (e lamacenta) o feral druida e o drow feiticeiro auxiliavam no combate à distância. Porém foram vítimas de uma outra ameaça da Floresta Wealdath, enquanto disparavam seus poderes, ouviram um zumbido gigantesco e rapidamente se esquivaram do ataque mortal de um enorme stirge que apareceu de surpresa. Provavelmente estavam passando através de um nincho de stirges naquele momento, e isso deve ter atraído os sapos gigantes.



O combate continuava e os sapos um a um eram sendo derrubados, o stirge logo caiu sem ao menos prejudicar um dos aventureiros, o draconato bardo simplesmente passou o combate inteiro tentando se livrar de ser engolido e não conseguiu fazer nada contra os sapos. Ele já estava quase morto quando finalmente o goliath guerreiro cortou ao meio o sapo que engolira o draconato encerrando assim o primeiro combate dessa campanha.


Com os sapos e o stirge eliminados o grupo decide realizar um descanso curto, pois tinham gastado muitas energias nesse combate que os pegou de surpresa, ainda mais por que o bardo havia sofridos danos sérios. Após recuperados, o grupo continuou sua jornada pela perigosa floresta.


Após mais algum tempo de caminhada por esse pântano-floresta, o grupo encontra um farrapo de tecido branco e sujo em um arbusto, o feral druida revela que o jovem Artur vestia uma roupa assim.


2º ENCONTRO (Desafio de Perícias: Rastreando o Garoto – 100 XP)


Nota do Mestre: Este foi o primeiro desafio de perícias do grupo, fiquei em dúvidas se eu explicaria a eles como funcionava um desafio de perícias ou se eu simplesmente iria narrando e pedindo para que eles fizessem testes sem explicar que se tratava de um desafio. Acabei escolhendo essa segunda opção. Apesar do desafio de perícias ter sido bastante fácil (não queria algo complicado logo no primeiro desafio de perícias da campanha), precisando apenas de 4 sucessos antes de 3 falhas o grupo quase que não obteria sucesso, no final conseguindo acumular 2 falhas. Mas até que se saíram bem no final.


O grupo notou diversas pegadas pelo local, muitas de estranhos pés finos de três a quatro dedos, provavelmente o garota estaria fugindo ou sendo levado pelos autores dessas pegadas o que comprova que ele foi atacado no retorno para casa, o grupo resolveu seguir esses rastros, mas houveram algumas trapalhadas no meio do caminhos, tendo que voltar a refazer os passo diversas vezes, além do mais o goliath guerreiro dizia um coisa enquanto o meio-orc bárbaro dizia outra, por fim o feral druida acabou encontrando mais trapos o que os levou para a trilha certa do trajeto.


Essa tarefa de rastreio tomou muito tempo deles, tiveram que andar com cautela para não se perderem novamente, acima, o sol já estava começando a se por e seria melhor agirem rápido antes que tenham que ficar na escuridão nesta imensa floresta, o som dos grilos e sapos aumentavam cada vez mais fazendo com que uma conversa em voz baixa fosse impossível de ser ouvida, além disso, os insetos começavam a perturbar a pele. Por fim a trilha os levou até uma construção perdida no meio o pântano.


A construção lembrava um templo abandonado e arruinado pelo tempo, parecia ser mais antigo que a própria Floresta Wealdath uma vez que todo o pântano ao parecia ter crescido ao redor da misteriosa estrutura. Trepadeiras subiam pelas suas paredes rochosas e a vegetação chegava quase a cobrir o templo por completo.


Porém os aventureiros viram que aquela construção não estava só, criaturas semelhantes a sapos humanóides encontravam-se parados em frente à entrada, armados com lanças e azagaias como se fossem guardas, o feral druida logo os reconheceu, bullywugs, criaturas humanóides anfíbias que são consideradas depravações até mesmo pela própria natureza.


Enquanto os outros aventureiros se preparavam para atacar, o bardo logo tomou a dianteira dizendo que queria falar com eles. Então, aos poucos eles foram se aproximando de modo que deixassem que os bullywugs percebessem a presença deles. Quando isto aconteceu os bullywugs logo se armaram e se colocaram em posição de batalha, porém como firam que o bardo estava de braços abertos resolveram não atacar de imediato. O draconato bardo então utilizando da ajuda de seu poder Palavra da Amizade começou a sua diplomacia com as criaturas, obtendo um sucesso espetacular no teste. Apesar dos bullywugs não entenderem uma única palavra do draconato, eles entenderam que eles não iriam atacar, porém ainda não baixaram suas armas.



Porém mesmo com seus gestos e palavras que soaram suaves para aqueles bullywugs, o draconato não havia notado que outros bullywugs (e que não foram alvos de sua diplomacia) se aproximaram pelas folhagens ao redor deles e de imediato atacaram os personagens de surpresa.


3º ENCONTRO (Encontro de Nível 1[ou seria 2?] – 550 XP)

2 Bullywugs Cafajestes – Brutos de Nível 1

2 Bullywugs Saltadores – Guerrilheiros de Nível 2

4 Bullywugs Coaxadores – Brutos Lacaios de Nível 1


O combate se iniciou um uma investida furiosa de um bullywug cafajeste no meio-orc, que além de danificá-lo muito ainda o fez perder o equilíbrio e cair no chão, em seguida saltando das árvores um outro bullywug arremessa ainda no ar uma azagaia que que ga em cheio no draconato bardo, e por fim um terceiro bullywug surge criando um coaxo que atinge os heróis próximos. Os heróis então respondem a altura e os bullywugs que já estavam preparados avançam. Um combate sangrento se inicia.



Nota do Mestre: Novamente neste combate o bardo draconato teve bastante azar, quase chegando aos 0 pontos de vida, apesar que desta vez ele conseguiu desferir alguns golpes, eu gostei da habilidade de investida os bullywugs cafajestes, eles deixam os jogadores assustados, os bullywugs coaxadores achei eles uns péssimos lacaios têm acertos muito baixos, prefiro os goblins e kobolds lacaios, já os bullywugs saltadores achei eles ótimos porem não gostei muito que sua habilidade de saltar fosse por encontro, apesar de ela ter a palavra chave confiável (ou seja, caso ele erre o ataque, o poder não será gasto) o saltador caso atinja um alvo ele perderá essa habilidade, no próximo encontro que eu utilizar ele eu trocarei o por encontro por uma recarga. Deixará o monstro um pouco mais apropriado para o encontro.


O combate não foi muito difícil para a maioria dos aventureiros, porém o draconato bardo novamente sofreu nas mãos dos bullywugs, acredito que faltou um pouco de trabalho de equipe nesse combate, apesar de que o goliath guerreiro conseguiu ajudar o draconato bardo no último momento. Achei bastante interessante o poder sem limite do drow feiticeiro Golpe Relâmpago que é do suplemento Arcane Power, ele permite atingir duas criaturas com o mesmo golpe, é como de fosse o poder Trespassar do guerreiro, porém à distância.


No fim, os heróis venceram sem muito esforço os bullywugs (exceto pelo draconato bardo que sofreu muito), após acabarem com o último deles, resolvem descansar novamente para recuperar suas energias. O meio orc bárbaro Herrfar Sede de Sangue começa um estranho e nojento ritual de se pintar com o sangue dos bullywugs derrotados, o que deixa seu corpo fedendo incrivelmente por causa do sangue nojento dessas criaturas o que também deixa o draconato bardo um pouco perplexo com a atitude do amigo. Enquanto isso, os outros heróis começam a pilhar os corpos dos homens sapos em busca de tesouros e acabaram por encontrar uma quantia de 60 peças de ouro.


A noite na Floresta Wealdath estava chegando, aos poucos tudo foi se escurecendo, o coaxar dos sapos e os barulhos dos grilos no ambiente ficavam cada vez mais altos e os insetos já estavam incomodando os aventureiros. No templo a sua frente um fedor insuportável era exalado para fora. Agora que o combate havia se encerrado, os heróis podiam ouvir barulhos vindos lá de dentro, como se fossem cânticos ritualísticos sendo emitidos. Não havia mais tempo para descansos, pois provavelmente um garoto no interior desse templo precisava ser salvo.


Nossa primeira sessão da campanha de D&D 4E – Crônicas de Forgotten Realms se encerrava aqui, alguns dos jogadores teriam que partir e nosso próximo jogo foi marcado para o dia 16/08/2009, nesse dia se encerrou nossa primeira aventura, que será descrita aqui em uma outra oportunidade.


XP ACUMULADO: 1.150 XP (230 XP para cada personagem)

OURO ACUMULADO: 60 peças de ouro

ITENS MÁGICOS OBTIDOS: Nenhum

5 comentários:

  1. Interessante o report da campanha. Eu também uso o recurso de fazer alguns dos personagens já se conhecerem, para facilitar a primeira sessão, que costuma ser bem chata até estar todo mundo junto.
    Qual a mecânica (perícias primárias e secundárias, com os DCs) que você utilizou no skill challenge?

    A propósito, parabéns pelo blog. Muito bem escrito, e recheado de coisa interessante. Sempre que posso dou uma passada aqui para ler os artigos antigos.

    ResponderExcluir
  2. interessante o report da campanhaa *2

    tenho acompanhado seu blog, materiais, aventuras e as cronicas de forgotten, deu até vontade joga-las... kkk...

    ja pensou em postar as cronicas como aventuras??
    seria interessante, só um palpite, até mais

    bons jogos


    gO!

    ResponderExcluir
  3. Medonho foi ótima a técnica de introduzir os personagens já se conhecendo ou se conhecendo no acaso, eu estava muito tempo sem mestrar e na última sessão que era pra ser uma one-shot dei muita liberdade aos personagens, resultado? Dois deles lutaram entre si e ainda por cima um deles abusou do fato de ser guarda do vilarejo, deixando o outro humilhado após ser detido, logo um dos amigos desistiu do personagem para fazer outro...Irei acompanhar o bloq, achei bem legal!

    ResponderExcluir
  4. Flubert ' Khelben Cetronegro'4 de dezembro de 2010 13:30

    gostei da ideia de usar o pai de florin falconhand como aliado dos personagens mas ele pod vir a ter tb a funçao de uma figura misteriosa na campanha vou utilizar hans falconhand se assim permitir agradeço a todos

    ResponderExcluir
  5. Flaubert cetro negroarunsun25 de junho de 2011 12:24

    bom dia tem comome enviar as imagens destes mapas sou fádo trabalho de vcs mas gostaria de usar estes mapas em uma aventura minha se puderem responder deixo aquimeu email pra contatos rpgisticos gruntsozinho@hotmail.com agradeço a vcs pelo mapase enviarem as imagens deles

    ResponderExcluir