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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

(BOARD GAME) CLASSIC DUNGEON – RESENHA COM FOTOS


Olá jogadores de board games por todo o Brasil, e amantes de fantasia medieval também.

Hoje trago a vocês mais um review de um board game. Este em particular, é muito querido por mim e que marcou a minha infância, se não fosse por ele, talvez nunca me interessasse por D&D ou até mesmo RPG. Estou falando do Classic Dungeon.

O Classic Dungeon, que chegou a ser lançado aqui no Brasil pela Grow há alguns anos, faz jus ao seu nome. No jogo, somos heróis de um mundo de fantasia medieval que entram em um calabouço lotado de salas em busca de tesouros, mas para isso, precisamos derrotar os mais variados tipos de monstros.

Por isso o nome Classic Dungeon (masmorra clássica em português), ele reproduz as mais clássicas aventuras de D&D, onde os heróis estão em um calabouço derrotando monstros para pegar seus tesouros, sem se importar em saber do motivo do qual tantos monstros diferentes dividem o mesmo teto e não se atacam. Em Classic Dungeon, enfrentamos desde goblins até dragões vermelhos, passando por gárgulas, esqueletos, carniçais, trolls, gigantes, sombras,vampiros, lichs, salamandras... e todos eles na mesma masmorra.

O jogo possui um tabuleiro gigantesco, foi o primeiro tabuleiro grande que vi em minha vida quando o joguei pela primeira vez na infância. Além de grande, ele é muito bonito, representando a masmorra que os heróis irão explorar com todas suas salas e câmaras. Deve ter dado um trabalhão para o desenhista ilustrá-lo. Esta masmorra, contém diversas salas divididas em 5 níveis diferente, cada nível representado por uma cor diferente, cada cor representa uma dificuldade. Então, nas salas de piso vermelho (a dificuldade mais baixa, nível 1), encontraremos monstros mais fracos, enquanto nas salas de piso azul (a dificuldade mais alta, nível 5), encontraremos os monstros mais fortes do jogo.

O jogo em si é bastante simples, basicamente o board game mais simples que eu apresentei aqui. No início do jogo, todos os jogadores (de 2 a 5) escolhem um herói dos que tem disponíveis, que são divididos em: guerreiros, paladinos, magos, elfos e anões. Após isso, escolhem uma miniatura para representá-lo e a colocam na área central do tabuleiro, que seria as escadarias do calabouço.

O objetivo do jogo é explorar a masmorra, derrotar monstros, pegar seus tesouros até acumular a quantidade de tesouros indicada pelo seu personagem (que pode variar), e depois ser o primeiro a voltar para as escadarias com o seu tesouro.

Cada herói tem a sua fichinha descrevendo a quantidade de tesouros que ele deve acumular, e outras informações que serão úteis no jogo, como por exemplo, o número que eles devem obter no dado.para abrir portas secretas ou a cor do número que eles devem obter para derrotar um monstro (explicarei isso melhor abaixo).

Cada jogador na sua vez então move seu heróis pelos corredores do calabouço, 5 quadrados ou 4 se seu herói for um anão e devem entrar em uma das diversas salas do tabuleiro e enfrentar o monstro daquela sala para pegar seu tesouro. Ao entrar em uma sala, o jogador retira uma carta aleatoriamente do deck de monstros correspondente ao nível da sala que o heróis entrou (são 5 níveis) para saber com qual monstro ele irá lutar.

Em cada fichinha de monstro existem diversos números coloridos, para derrotar o monstro, basta jogar 2d6 (+ itens mágicos) e sua soma deve se igualar ou ultrapassar o número indicado pela fichinha do seu personagem, cada herói mira em um número diferente. Guerreiros, paladinos e anões miram nos números vermelhos, ladrões e elfos miram nos números verdes, magos miram no número azul. Além disso, o mago conta com suas magias para lhe auxiliar no combate, a bola de fogo mira nos números amarelos e o relâmpago mira nos números cinzas.

Ao derrotar um monstro, é hora de saquear a sala, o jogador então retira aleatoriamente uma carta do deck de tesouros correspondente ao nível da sala que ele se encontra e guarda consigo. Os tesouros podem ser tanto dinheiro para que possa ser acumulado até atingir o valor indicado pelo seu personagem ou itens mágicos para lhe ajudar durante o jogo e nos combates.

Claro que quando há combate, existe s chance de você ser derrotado, isso ocorre quando a soma dos seus 2d6 (+ itens mágicos) não conseguir igualar ou ultrapassar o número alvo do monstro. Nesse caso você é derrotado. Quando isso ocorre, o jogador que foi derrotado joga 2d6 e consulta a Tabela de Derrota para saber o que vai acontecer ao seu personagem, que pode variar entre não acontecer nada e morrer (que o faz voltar para as escadarias no centro do tabuleiro sem seus tesouros). Algumas vezes também, você pode apenas ficar ferido, perder seus tesouros ou outras coisas. Caso perca algum item dessa forma, ele ficará na sala do monstro e você poderá recuperá-lo caso consiga derrotar o monstro. Porém outros jogadores poderiam vencer o monstro e ficar com seus tesouros.

Como esse é um jogo onde você está tentando ser o primeiro jogador a conseguir a quantidade de tesouros necessária para o seu personagem e voltar para as escadarias antes que os outros jogadores, o Classic Dungeon também possui regras para sacanear os outros jogadores. No caso, os jogadores poderão tentar emboscar os outros jogadores.

A emboscada significa chegar até outro personagem e tentar roubar uma carta de tesouro dele e fugir. Para isso deve jogar um dado e tentar conseguir determinado valor, na fichinha de cada herói consta os números que o outro jogador deve tirar para conseguir roubá-lo. A maioria dos heróis é emboscado com 5 ou 6 (os ladrões recebem um bônus para emboscar os outros personagens). Caso consiga, você pega uma carta de tesouro aleatoriamente da mão do outro jogador e então foge (se movimenta 5 quadrados ou 4 se for um anão), assim, o outro jogador pode tentar persegui-lo e emboscá-lo para recuperar o que perdeu. Porém, caso falhe em emboscar outro personagem, então será ele que poderá pegar um item de você e então fugir. Então, cuidado.

Enfim, como podem ver o Classic Dungeon é um jogo bastante simples, não envolve muita estratégia e é totalmente baseado na sorte, ele é muito bom como um jogo de introdução ao universo dos Role Playing Games, principalmente para as crianças. Eu posso confirmar, pois na minha infância joguei muito ele. Porém, infelizmente, ele não é mais produzido tanto pela Grow, quanto pela sua empresa original, sendo possível encontrá-lo para venda apenas pela internet, e, na maioria das vezes, usado.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Confira a Resenha de Outros Board Games Aqui no Calabouço do Medonho

Até a próxima pessoal.

RPG.Blogs

quarta-feira, 4 de maio de 2011

(BOARD GAME) CAVE TROLL – RESENHA COM FOTOS


Olá Mestres e jogad...

Opa pera lá!!! O assunto de hoje não envolve D&D 4E, Dungeons & Dragons ou muito menos RPG. Voltemos a falar de Board Games!!!

O board game que eu gostaria de lhes apresentar hoje é bem mais leve e rápido que os dois que eu apresentei aqui antes. Estou falando do Cave Troll.


O Cave Troll foi criado por Tom Jolly e teve sua segunda edição lançada pela Fantasy Flight Games em 2006. O Cave Troll é um jogo de estratégia de dominação de áreas. Para se ter uma idéia de como é o jogo, ele seria como uma mistura de Xadrez com War.

Antes de começar uma partida de Cave Troll, cada jogador escolhe um grupo de heróis e um grupo de monstros de uma cor: amarelo; vermelho; azul e verde (que são as peças do jogo), e pega o baralho de cartas correspondente a sua cor. Todos os jogadores possuem o mesmo número de peças e o mesmo número de cartas que são iguais aos dos outros jogadores. Além disso, um pequeno baralho de artefatos é embaralhado em colocado próximo ao tabuleiro ao alcance de todos para serem escolhidos durante a partida.

O tabuleiro representa uma masmorra dividida em 4 escadarias de entrada, 3 fossos e diversas salas onde cada uma possui um custo em moedas de ouro. Vence o jogo aquele que possui mais moedas de ouro no final. Para conquistar as moedas, basta ser o jogador que possui mais peças naquela sala.

Como no xadrez, cada jogador possui as mesmas peças na mesma quantidade, só que em cores diferentes. E também como no xadrez, cada uma dessas peças possui uma habilidade única que apenas ela pode realizar no jogo. As peças são:

- 9 aventureiros
- 1 bárbaro
- 1 anão
- 1 cavaleiro
- 1 ladra
- 1 Troll da Caverna
- 1 Orc
- 1 Aparição
- 1 Baú do Tesouro

Além disso, cada jogador contém um baralho de cartas contendo as mesmas cartas na mesma quantidade que os demais jogadores. Cada jogador começa o jogo com uma carta e sempre que puxar uma carta do deck ele deve escolhe a que ele puxou ou a que ele estar em sua mão e usar uma delas descartando-as depois. As cartas permitem o jogador fazer o seguinte:

- Colocar uma da suas peças em jogo (heróis aparecem em uma das 4 escadarias, os monstros aparecem em um dos 3 foços).
- Colher os tesouros de uma sala
- Achar um artefato

Na sua vez de jogar, cada um dos jogadores pode realizar 4 ações em seu turno, que podem se repetir, essas ações são:

- Puxar uma carta do deck e baixá-la ou baixar a que estava em sua mão.
- Mover uma peça 1 sala
- Usar a habilidade de um herói ou monstro
- Usar um artefato

Então assim, no seu turno você poderia por exemplo puxar e baixar uma carta (1 ação), mover uma peça sua no tabuleiro 2 salas (2 ações) e usar a habilidade do seu orc que está em jogo (1 ação). Você sempre pode alterar essas ações para realizar a melhor jogada que você achar necessária, sendo tendo como objetivo ser o jogador na mesa que no final vai acumular mais ouro na contagem.

Basicamente o Cave Troll é um jogo totalmente estratégico, sem o envolvimento da sorte. Você sempre deve estar atento em qual passo fazer em seguida uma vez que a sua estratégia de ganhar o jogo mude completamente na vez dos adversários. Até mesmo na hora de encerrar o jogo (na qual um dos jogadores puxar a última carta de seu deck) se você for o jogador que puxou a sua última carta, você deve analizar cuidadosamente sua situação no tabuleiro caso pretenda fazê-lo. Um amigo meu por exemplo, achando que ia ganhar ao puxar sua última carta no deck, acabou perdendo para outro jogador por 1 moeda de diferença.

Outra grande sacada do jogo, é que existem duas formas de jogá-lo. Além do jogo básico, o manual de regras ainda apresenta uma versão alternativa da função de cada uma das peças, ou seja, cada herói ou monstro possui outras habilidades. Imagine por exemplo no xadrez, cada peça possui outros modos de movimento, como por exemplo, a torre agora só se move na diagonal e uma casa pra frente no final do movimento. Essas regras alternativas do Cave Troll exigem mais ainda a utilização da estratégia pois cada herói ou monstro estão mais poderosos.

O board game Cave Troll, assim como todos os jogos da Fantasy Flight Games, não desaponta em questão visual, o jogo é muito atrativo visualmente falando, certa pessoa de fora que observa o jogo poderia se interessar por ele por causa disso. Cada uma das pecinhas do jogo são miniaturas de seus personagens, tornando assim fácil sua identificação. O tabuleiro também é bastante bonito, transmitindo o clima do ambiente do jogo.

O Cave Troll com certeza vai agradar a muita gente, principalmente aqueles que amam xadrez. O jogo possui uma caixa pequena, do tamanho de um livro grosso, facilitando assim o seu transporte, e ele é bem divertido para passar o tempo, uma vez que suas partidas são rápidas. Mas acredito que após pouco tempo jogando direto ele pode se tornar um pouco enjoativo. Então acho que ele seria bom para umas partidas aqui e acolá.

O Cave Troll pode ser jogado de 2 a 4 pessoas, é indicado para pessoas acima de 10 anos e o tempo médio de uma partida é de 20 a 40 minutos.

=== VEJAM OUTRAS RESENHAS MINHAS DE OUTROS BOARD GAMES ===


Confiram agora algumas fotos do Cave Troll.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Até a próxima pessoal.

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segunda-feira, 4 de abril de 2011

(Board Game) Descent: Journeys In The Dark - Resenha


Olá Mestres e jogad…

Opa pera lá! o assunto de hoje não envolve RPG, lembra, mas não envolve. Hoje vamos falar de board games ou popularmente conhecidos como jogos de tabuleiro. Na verdade, vim falar para vocês de um em particular, o Descent Journeys In The Dark. Que aposto que agradará muitos amantes de RPGs.

O Descent: Journeys In The Dark é um board game criado por Kevin Wilson e lançado pela Fantasy Flight Games em 2005, o jogo chama a atenção pela qualidade do produto, e logo adquiriu fãs por todo o mundo. Descent: Journeys In The Dark é um jogo de exploração de masmorras, ele é ambientado em um mundo de fantasia medieval e os jogadores assumem o papel dos heróis que irão explorar tais masmorras a fim de cumprir um objetivo, bastante semelhante ao RPG Dungeons & Dragons, a diferença é que um desses jogadores assume o papel do Overlord, que tem como objetivo jogar contra os heróis e impedir que eles cumpram o objetivo da aventura.

Descent: Journeys In The Dark pode ser jogado por até 5 jogadores, sendo 4 heróis e 1 Overlord, mas acredito que com alguns ajustes caseiros ele pode ser facilmente jogado por 6 ou mais pessoas. Se ele for jogado por 2 pessoas, uma delas assume o papel de Overlord e a outra joga com 2 personagens.

No inicio do jogo, cada jogador escolhe aleatoriamente um dos 20 heróis disponíveis (mas se o Overlord permitir, eles podem escolher o herói que desejarem), os 20 heróis estão divididos em 3 categorias, combatentes, furtivos e magos, e cada um dos 20 possui habilidades próprias. Após escolhido os personagens, eles procuram pela miniatura correspondente ao seu herói (cada miniatura é igual ao desenho do herói que aparece em sua ficha) e podem literalmente comprar armas, armaduras e runas disponíveis no deck do mercado da cidade (cada jogador recebe no inicio do jogo 300 moedas para gastar, tais moedas são representadas por tokens, existem tokens de 25, 100 e 500).

Enquanto isso, o Overlord escolhe uma das 9 aventuras disponíveis no jogo e monta a masmorra correspondente da aventura na mesa, mas apenas o mapa, ele ainda não coloca os monstros, armadilhas e obstáculos, ele só os faz, quando os jogadores vão explorando cada área (uma aventura tem cerca de 4 a 5 áreas). As salas e corredores da masmorra, são “tiles”, peças semelhantes a quebra cabeças que se encaixam no formato que você desejar. Assim, você também poderia criar suas próprias aventuras para jogar com seus amigos.

O jogo propriamente dito, funciona bastante semelhante a um RPG, cada jogador realiza em seu turno decide o que seu herói vai fazer: atacar e andar, andar e atacar, andar duas vezes, atacar duas vezes e outras coisas, os heróis se movimentam por quadrados, como em D&D. Os jogadores podem agir na ordem que quiser, e essa ordem pode mudar a cada rodada, dependendo da estratégia. Após todos os jogadores terem agido, será vez do Overlord agir. O Overlord possui seu próprio deck de cartas na qual ele puxa duas a cada turno, nessas cartas possui coisas que o Overlord pode realizar contra os heróis: invocar monstros, colocar armadilhas, jogar maldições, aumentar o poder dos monstros, aumentar seu próprio poder, entre outras coisas. Além disso, em seu turno, o Overlord controla todos os monstros que apareceram no tabuleiro.

E assim o jogo vai caminhando até que os heróis cheguem na última sala do tabuleiro onde geralmente está o objetivo da aventura e o cumpram ou até que o Overlord triunfe sobre os outros jogadores. Matando-os tantas vezes até que eles não possam ser mais ressuscitados.

Se você conhece um antigo board game lançado do Brasil pela Estrela chamado Hero Quest, achará a mecânica de Descent: Journeys In The Dark bastante parecida com a desse jogo, de fato, o Descent: Journeys In The Dark foi assumidamente baseado em Hero Quest pelo criador do jogo.

Os combates também merecem um destaque em especial pelos dados utilizados no jogo, Descent: Journeys In The Dark possui seus próprios dados que não são como os dados convencionais, os dados são divididos por cores: azul, verde, amarelo, branco, vermelho e preto. Cada arma mostra os dados que deverão ser jogados quando o herói ataca usando aquela arma, então, por exemplo, ao atacar com um arco, o jogador deve jogar um dado branco e um amarelo. Em uma única rolagem dos dados, eles mostrarão o número de quadrados que a flecha atravessará e o dano causado pelo ataque. Alguns dados possuem em uma de suas faces um “X”, se um “X” for jogado o ataque erra.

Descent: Journeys In The Dark, é um jogo envolvente onde a ação está sempre acontecendo, a cada movimento, a cada turno e a cada rodada pode acontecer algo contra os heróis e os jogadores deverão contar não apenas com a sorte dos dados mas também devem bolar estratégias para que o Overlord não triunfe. Além disso, o visual do jogo é espetacular, deste os tokens (fichas) do jogo até as miniaturas dos heróis e dos monstros que são incrivelmente bem detalhadas (a dos dragões estão espetaculares!), a mesa é bonita de se ver ao longe. Os fãs de Dungeons & Dragons irão adorar o Descent: Journeys In The Dark tanto pela sua mecânica quanto pelas miniaturas e pelo seu visual. Falando nisso, tanto os mapas quanto as miniaturas estão na mesma escalas das miniaturas oficiais da Wizards, então você poderia muito bem aproveitá-los em sua aventura de D&D.

Agora vamos aos pontos fracos do jogo. O Descent: Journeys In The Dark é um board game pesado (literalmente pesado, sua caixa é gigantesca), ou seja, ele demora para ser preparado, as suas regras, apesar de simples e fáceis, demoram para serem explicadas e assimiladas pelos jogadores (demora-se um pouco para pegar a manha das regras), o jogo possui muitos tokens e outras peças mas não possui nada para guardá-las, tendo que ficar espalhadas pela caixa, ficando assim muito fácil de perdê-las e/ou não achar o token apropriado para algo que ocorreu durante a partida (eu tive que comprar no supermercado uns depósitos pequenos de comida para guardar e separar os tokens). Além disso, uma partida se estende por horas a fio. É bastante comum, por exemplo, que uma partida dure cerca de 5 ou 6 horas. Não é um jogo que você simplesmente tira da caixa e começa a jogar imediatamente, é preciso combinar com uns amigos um horário (e local) na qual todos estejam dispostos a jogar até o final. Uma mesa grande também é aconselhada para se jogar.

Em meu caso em particular tenho outro probleminha com o Descent: Journeys In The Dark, ele pode ser jogado por apenas 5 jogadores, e um deles deve ser o Overlord (que sempre fui eu), ou seja, apenas 4 jogadores. Aqui entre meus amigos, todos amamos jogar Descent: Journeys In The Dark, o problemas é que é muita gente querendo jogar e poucas vagas. Mas como eu disse antes, notamos que o jogo poderia funcionar normalmente com mais jogadores, sendo necessário apenas alguns ajustes nas regras dos monstros, mas são ajustes que deveriam ser estudados um pouco.

Eu também não poderia encerrar esta resenha sem falar das expansões (sim, no plural) do Descent: Journeys In The Dark, as expansões são um show a parte também, o Descent: Journeys In The Dark tem nada mais nada menos do que CINCO expansões, são elas na ordem: Well of Darknes, Altar of Despair, Road to Legend, Tomb of Ice e a Sea of Blood.

As expansões Well of Darkness, Altar of Despair e a Tomb of Ice são expansões tradicionais que adicionam elementos ao Descent: Journeys In The Dark, ou seja: mais monstros, mais heróis, mais tokens de ambiente, novas armadilhas, novas missões, mais miniaturas, mais cartas para os decks e regras adicionais.

Porém as expansões: Road to Legend e a Sea of Blood revolucionam totalmente o jogo, pois elas apresentam regras para CAMPANHA. Explicando: Numa partida normal de Descent: Journeys In The Dark, os heróis devem apenas tentar chegar até a última sala da masmorra para cumprir um objetivo da aventura, derrotando monstros em seu caminho e tentando resistir aos desafios que o Overlord colocava no meio da partida. Porém essas duas expansões abrem a possibilidade dos heróis explorar o mundo de Descent: Journeys In The Dark indo de calabouço para calabouço cumprindo missões e acumulando tesouros em todos eles, tendo a possibilidade de ter encontros aleatórios de um calabouço para outro no meio da estrada e crescerem de poder ao acumular pontos de experiência, derrotando monstros cada vez mais ameaçadores, como um RPG de verdade. Desse modo, é necessário diversas semanas para finalizar toda a campanha. Além disso, o Overlord agora pode lutar pessoalmente contra os heróis na forma de um avatar e tentar impedi-los de alcançar a vitória.

A expansão Sea of Blood também apresenta uma campanha diferente da apresentada em Road of Legend porém agora os heróis explorarão os mares e ilhas do mundo de Descent: Journeys In The Dark, além disso essa expansão apresenta regras para combate em alto mar dentro de navios.

Eu acredito que todo fã de Dungeons & Dragons irá adorar jogar Descent: Journeys In The Dark. O jogo simula muito um RPG na forma de board game, além de conter um visual arrasador típico dos produtos da Fantasy Flight Games. As expansões ainda aumentam as possibilidades de opções e diversão.

Se quizerem sabe mais sobre o Descent: Journeys In The Dark, você pode visitar os seguintes links:

- Site oficial de Descent: Journeys In The Dark

- Descent: Journeys In The Dark no Board Game Geek

- Descent: Journeys In The Dark no site Ilha do Tabuleiro

- Descent: Journeys In The Dark no Winkpédia

E por enquanto pessoal, isso é só. Se você gostou desta resenha então confiram também minha resenha sobre outro board game, o Castle Ravenloft.

Confiram agora algumas fotos do jogo Descent: Journeys In The Dark que bati durante algumas partidas em que joguei:

Até a próxima pessoal.


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